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Informativo
Aluno do Ensino Médio do Colégio Sidartaganha bolsa de estudos nos E.U.A.
Gostaria de agradecer muito a toda minha família que, mesmo sabendo das poucas chances de dar certo, me apoiou o tempo todo. Também agradeço muito aos professores do Colégio Sidarta, por terem participado comigo da seleção ao escreverem os relatórios que eu precisava anexar ao processo. Gostaria de agradecer especialmente à Profa. Aline, de Inglês, que me ajudou muito ao traduzir comigo toda a documentação exigida, e à Claudia Siqueira, que sempre apoiou nossa família e nos ajudou bastante nesta conquista!
C.S.:Como ficou sabendo sobre sua admissão?
F.: Retornei ao Brasil em janeiro deste ano e não tinha muitas esperanças... As aulas no Colégio Sidarta começaram e eu estava tranquilo, fazendo minhas atividades normais. No dia 24 de março, minha avó ligou para nossa casa muito eufórica: o setor de admissão da Delbarton School havia ligado para ela e avisado que me aguardavam em setembro, para iniciar o 2º ano da High School no colégio e que meu pedido de bolsa de estudos integral havia sido aceito! Foi uma festa: ficamos todos muito felizes! Meu pai ligou imediatamente para Claudia Siqueira, Diretora do Colégio Sidarta, para agradecer e dar esta ótima notícia. Eu quase não acreditei!
C.S.: Você correu atrás, se esforçou para participar do processo de seleção. Você acredita que sua experiência no Colégio Sidarta o ajudou nesta empreitada?
F.: Com certeza! O fato de falar Português, Inglês e Espanhol fluentemente e estudar Mandarim ajudou muito durante a entrevista com o Diretor. Outra questão importante foi o fato de treinar um esporte dentro do colégio, pois para as escolas americanas o esporte praticado dentro do ambiente escolar é muito relevante. Dei sorte de praticar futebol, que é um esporte em ascensão nas escolas americanas.Outra coisa que o Diretor salientou durante a entrevista foi a importância que o colégio dá para alunos que mostrem seus diferenciais, que estejam dispostos a buscar rumos e alternativas diferentes para as coisas. Com certeza minha vivência no Sidarta colaborou muito para que, durante a entrevista, eu tivesse uma postura proativa, de quem sabe o que quer, e conseguisse me expressar com clareza e de forma incisiva. Isso contou muito a meu favor.
nº 09/ 2010
C.S.: Como foi a entrevista?
F.: Ele perguntou sobre tudo: minhas expectativas, a forma de estudo no Colégio Sidarta, como eu imaginava que seria a vida nos EUA, etc. Na entrevista reforcei a diversidade de línguas que estudamos no Sidarta (tenho Inglês e Espanhol fluentes, além do Português, claro. E ele ficou surpreso quando falei que estudamos Mandarim). Ele também gostou bastante de saber que meu esporte preferido é o futebol, pois o próprio Diretor é o técnico desta modalidade no colégio.Após a entrevista, passei o dia lá, como aluno ouvinte, para que eu vivenciasse a rotina de estudos. Também realizei uma prova de sondagem em Matemática e Inglês. O Diretor me informou que o resultado de admissão de bolsas de estudo era bastante demorado e que a divulgação sairia em meados de março – como o ano letivo tem início em setembro, a admissão seria apenas no final de 2010. Minha família e eu sabíamos que as chances de eu ser admitido eram mínimas: além
de pleitear uma bolsa de estudos integral, eu também queria iniciar os estudos lá diretamente no 2º ano do Ensino Médio, pois como iniciaria o 1º ano no Brasil em 2010, não gostaria de iniciar a High School novamente por lá.
Após participar de um processo seletivo, Francisco, aluno do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Sidarta, foi aceito como bolsista integral na Delbarton School, em Nova Jersey, uma escola renomada, que figura entre as 8 melhores escolas dos Estados Unidos.
Colégio Sidarta: Como começou esta história, Francisco? Você já tinha a vontade de cursar o Ensino Médio no exterior?
Francisco: Eu comecei a fazer planos para morar nos EUA no início de 2009. Queria morar com minha avó e estudar no país. Minha avó me ajudou, pesquisando bons colégios em Nova Jersey, onde ela mora, e encontrou a Delbarton School na lista de melhores escolas. E o melhor: fica localizada bem perto da casa de minha avó. Aqui no Brasil, entrei no site da escola e o único problema que percebi em relação a ela foi o fato de geralmente concederem apenas bolsas de estudo parciais. Mesmo sabendo que é uma escola muito cara, eu e minha família decidimos tentar. Em outubro de 2009, iniciei o preenchimento dos documentos. Não foi nada fácil, pois os formulários são complicados, detalhados e exigem bastante cuidado no preenchimento. Foi necessário também anexar alguns documentos sobre minha postura de estudante e meu aproveitamento no Colégio Sidarta e, para isso, contei com a ajuda de muita gente: Claudia Siqueira escreveu um relatório sobre minha vida escolar, meus professores de Matemática, Inglês e Português também escreveram sobre minha postura de estudante e meu desempenho nessas matérias. O técnico do time de futebol também precisou escrever sobre a minha atuação como esportista, pois na Delbarton School a prática esportiva tem um peso muito grande. Terminei de juntar todos os documentos em novembro e, no início de dezembro, viajei para os EUA para passar as férias na casa de minha avó. Levei comigo tudo o que precisava e consegui agendar uma entrevista com o Diretor da Delbarton para entregar o material diretamente a ele. Para agendar esta entrevista, escrevi um longo e-mail ao Diretor, onde eu explicava minhas razões para escolher a Delbarton School como minha futura escola, e o que eu acreditava que mudaria em minha vida se eu fosse aceito como aluno. Acho que minha argumentação foi bem convincente, pois a secretária do Diretor ligou para a casa de minha avó e agendou a entrevista. A entrevista foi agendada justamente no dia do evento de formatura do 8º ano no Colégio Sidarta: enquanto meus colegas se preparavam para receber o diploma, eu estava na entrevista.
C.S.: Quais são suas expectativas agora?
F.: Vou começar o 2º ano em setembro e vou me esforçar bastante, pois o colégio se parece com o Colégio Sidarta: poucos alunos por sala e muita exigência dos professores! Pretendo terminar a High School e tentar vaga na University of Pensilvania, uma das melhores universidades de lá na área de Business – quero fazer Relações Internacionais.
Francisco e seu pai, Fernando.